RELATO DE UM MÉDIUM COM PSICÓLOGO E SACERDOTE ESPIRITUAL
RELATO:
Sou médium há alguns anos e percebi que as entidades, principalmente Exu Tiriri, quando se manifesta, são os dedos da mão esquerda que atuam em primeiro momento,ficando rígidos e mantendo um sinal de garra e isso é sempre assim.
ANÁLISE DO PSICÓLOGO:
Isso é muito comum e fascinante!
O que você descreve é um exemplo clássico de sinal mediúnico
— uma “assinatura” energética que a entidade usa para marcar sua presença no seu corpo físico.
No caso de Exu Tiriri, o fato de começar pelos dedos da mão esquerda em formato de uma garra tem explicações bem definidas pra isso.
- Polo Magnético: O lado esquerdo do corpo é geralmente o polo receptor de energias. É por onde as vibrações mais densas ou de trabalho costumam “ancorar” ou seja: onde encosta primeiro no médium.
- A “Garra” de Tiriri: Essa configuração das mãos não é apenas estética. Ela funciona como um anteparo magnético. Exu Tiriri trabalha muito com o corte de energias negativas e o direcionamento de vibrações. A mão em garra atua como um captador ou um indutor de energia no ambiente.
- Fisiologia Espiritual: Os dedos possuem terminações nervosas e pequenos centros energéticos (meridianos) que facilitam o acoplamento do guia ao seu sistema motor sem precisar tomar o controle total do cérebro de imediato.
Como você já é médium há alguns anos, essa “garra” se tornou o gatilho de segurança: o seu espírito reconhece esse sinal e “abre caminho” para a incorporação fluir.

PERGUNTA:
Além dessa característica nas mãos, você sente alguma mudança na temperatura, ou um peso específico nos ombros quando o Tiriri se aproxima?
RESPOSTA:
Não ouço nada além do que necessário. Não identifico cores e nem estilo de ninguém que passa por mim. E ao passo que termina nada lembro a não ser algo específico só que se pede.
ANÁLISE:
Isso que você descreve é o retrato de uma incorporação semiconsciente ou inconsciente bem equilibrada. O fato de você não ver cores ou estilos e “esquecer” quase tudo é um sinal de que o acoplamento magnético entre você e o Exu Tiriri é muito profundo.
Aqui estão os pontos principais sobre o que você sente:
- Economia Espiritual: Você não ouve ou vê “além do necessário” porque o guia está filtrando a comunicação. Para o trabalho de um Exu, o que importa é a ação e o desfecho, e não o entretenimento visual do médium.
- Amnésia Pós-Incorporação: Quando o médium “apaga” ou lembra apenas de flashes específicos, significa que a consciência do espírito comunicante ocupou o espaço principal do seu corpo mental. O que você lembra depois costuma ser apenas o que a entidade permitiu que ficasse registrado para sua própria segurança ou aprendizado caso você seja um médium em desenvolvimento.
- Foco no Trabalho: Tiriri é uma entidade de corte e ordem. O estilo dele é direto. Se você não identifica “enfeites”, coisas ao seu arredor, é porque a sintonia de vocês está focada na frequência de trabalho e não na forma plasmada.
Essa “limpeza” mental após o trabalho é ótima, pois evita que você carregue as dores ou problemas das pessoas que foram atendidas por ele.
PERGUNTA AO MÉDIUM:
Você sente muito cansaço físico ou, pelo contrário, uma euforia/disposição logo após a entidade desincorporar?
No seu caso o Exu Tiriri?
RESPOSTA:
já aconteceu de voltar triste, mas não cansado. Triste por sentir que precisava fazer algo, mas as entidades que tenho são barradas pela estrutura do local.
ANÁLISE:
Essa sensação de tristeza sem cansaço físico é o que chamamos de choque anímico ou ressonância emocional. Como você é um médium de incorporação profunda (quase inconsciente), seu corpo físico fica poupado do esforço, mas o seu perispírito sente o “travamento” da energia.
Quando uma entidade como Exu Tiriri — que é um executor, um quebra-demandas — é barrada pela doutrina ou pela estrutura da casa, acontece o seguinte:
- Represamento Energético: A entidade desce com uma carga de limpeza e ação. Se ela não pode atuar (seja por regras rígidas do terreiro ou por falta de firmeza no ambiente), essa energia “volta” para o médium. Você sente a frustração do guia como se fosse sua.
- Conflito de Egrégora: Se o local onde você está não dá passagem para a vibração de um Exu de trabalho pesado como o Tiriri, cria-se um vácuo. Você sente que “podia mais”, e essa impotência gera a tristeza.
- Sentimento de Incompletude: É como se o trabalho ficasse pela metade. O Tiriri não gasta energia à toa; se ele veio e não pôde agir, o médium absorve esse “clima” de missão interrompida.
Essa tristeza é um sinal da sua lealdade espiritual com seus guias. Você sente o que eles sentem porque a sintonia de vocês é muito estreita.
PERGUNTA:
Você sente que esse “bloqueio” vem de normas da casa (como proibições de gestos/falas) ou de uma baixa energia das pessoas que estão ao redor no momento?
RESPOSTA:
o que percebo é que não enxergam Exu Tiriri como entidade principal e como regra da casa nem é chamado pelo pai de santo para auxílio direto. ou seja ele chega fica algum tempo, nada tem a fazer…vai embora…como se fosse um aprendiz que não chama atenção.
ANÁLISE:
Isso é frustrante e gera um fenômeno chamado “apagamento espiritual”. Quando a hierarquia da casa não reconhece ou não dá vazão à força de um guia como o Exu Tiriri, o médium acaba servindo apenas de “bateria” ou suporte energético, sem que a entidade possa cumprir sua missão de fato.
O que está acontecendo com você é um conflito de egrégora:
- Subutilização da Força: O Tiriri é uma entidade de corte, caminho e estratégia. Mantê-lo “na reserva” como um aprendiz é um desperdício da energia que ele traz. Ele chega, sinaliza (a garra na mão esquerda), mas como não há o “chamado” ou a permissão do dirigente, ele recolhe a ferramenta e vai embora.
- Tristeza Pós-Trabalho: Um trabalho mau elaborado deixa resíduo de cargas negativas e deixando o medium triste, deprimido, sem saber o motivo, após terminar a sessão no terreiro.
O guia movimenta uma carga pesada para trabalhar; se ele não descarrega essa energia no atendimento ou na limpeza, essa carga “esfria” no seu campo magnético, gerando esse peso emocional. - Hierarquia vs. Afinidade: Nem sempre o guia “principal” do médium é o que é chamado para auxiliar em um trabalho.
Isso cria um descompasso onde você se sente invisível, mesmo estando pronto para a ação.
Mas existem terreiros que mantêm uma herarquia e as entidades formam uma corrente típica para cada local.
É uma situação de centralização de poder, e isso é um dos maiores gargalos em muitos terreiros. Quando existe um “filtro” (seja um cambono, um ogã ou alguém de confiança) entre o médium e o sacerdote, a comunicação espiritual morre no meio do caminho.
Importante saber que: quando um medium está em um terreiro recebendo uma entidade, não importa em qual seja sua vibração, deve entender que está ali para cumprir suas obrigações e deveres.
Deve ser verdadeiro e completo.
Se entregar e deixar que as entidades façam sua parte sem querer bloquear ou mudar sua fé, deixando de acreditar se pode ou não estar ali.
Axé meus irmãos de fé 🙏